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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Semana dos Zumbis "Zumbis Haitianos"

Zumbis haitianos


Zora Neale Hurston é uma entre os vários etnógrafos que documentaram as tradições e crenças do vodu haitiano
Os zumbis são personagens comuns no folclore haitiano. Pesquisadores que estudam a cultura haitiana relacionaram inúmeras histórias de corpos que voltaram à vida graças aos sacerdotes ou feiticeiros de vodu. Os zumbis são escravos descerebrados. Eles não têm autoconsciência e não chegam a representar perigo, a não ser que comam sal, o que restaura seus sentidos. Essas histórias são muito difundidas e parecidas com as lendas urbanas: elas mexem com os medos mais profundos dos ouvintes e parecem reais, apesar de improváveis. 

Mesmo depois de documentar várias histórias e boatos, os pesquisadores encontraram poucas evidências sólidas que explicassem ou provassem o fenômeno. Em geral, os supostos zumbis receberam nenhum ou poucos cuidados médicos antes de morrerem. Os pesquisadores também tiveram problemas em lidar identidades trocadas e fraudes.
Em 1980, um homem apareceu numa vila rural do Haiti dizendo ser Clairvius Narcisse, que havia morrido no Hospital Albert Schweitzer, de Deschapelles, Haiti, em 2 de maio de 1962. Ele se dizia consciente mas paralisado durante sua suposta morte: ele até teria visto o médico cobrir seu rosto com um lençol. Narcisse disse ter sido ressuscitado e transformado em zumbi por um sacerdote



Vodu
O vodu é uma religião haitiana, com raízes nas tradições africanas. Também chamada de voodoovoudou, vodun ou voudoun, tem pouca semelhança com a maneira como ela é vulgarmente retratada pelos filmes.

Uma vez que o hospital documentou sua doença e morte, os cientistas o viram como uma possível prova dos zumbis haitianos. Narcisse respondeu perguntas sobre sua família e infância que nem um amigo íntimo saberia responder. No final das contas, sua família e muitos observadores externos concordaram que ele era um zumbi que havia ressuscitado. 



O Dr. Wade Davis organizou seus estudos sobre os zumbis haitianos nas crônicas
"The Serpent and the Rainbow" e "The Passage of Darkness"
 

Narcisse foi o incentivo para o Projeto Zumbi: um estudo sobre as origens dos zumbis feito no Haiti entre 1982 e 1984. Durante essa época, o etnobotânico e antropólogo Wade Davis viajou pelo Haiti na esperança de descobrir o que dá origem aos zumbis haitianos.
A seguir, veremos o que Davis descobriu. 

Os zumbis e a lei haitiana
Uma lei que condena a criação de zumbis entrou em vigor no Haiti em 1835 [ref (em francês)]. O artigo 246 do Código Penal Haitiano (em francês) classifica o uso em alguém de uma substância que gera um período prolongado de letargia sem causar a morte como tentativa de assassinato. Se a substância causar aparência de morte e resultar no enterro da vítima, o ato é classificado como assassinato.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Semana dos Zumbis "Origem"

Acontece em quase todos os filmes de zumbis: um monte de cadáveres ressuscitados se arrasta em direção a uma fazenda, um shopping, um bar ou uma base militar, onde os heróis acabam com eles. Os zumbis não estão mortos, mas deveriam estar. Eles não sentem dor e continuam atacando mesmo depois de perder alguns membros do corpo. Normalmente as pessoas mortas por eles também se tornam zumbis, ou seja, eles se tornam verdadeiras pragas.
noite dos mortos vivos
Reprodução
Antes eles eram inofensivos, mas no clássico do horror "A Noite dos Mortos Vivos" (1968), de George Romero, os zumbis são canibais

Assim como outros monstros, os zumbis têm suas raízes no folclore e, segundo alguns pesquisadores, em acontecimentos reais no Haiti. Neste artigo, falaremos sobre os zumbis haitianos, exploraremos as descrições dos zumbis em filmes e vídeo games e veremos o que fazer para sobreviver a um ataque deles.
As origens dos zumbis
Existem muitas possibilidades para a origem da palavra "zumbi", que incluem jumbie, o termo que os índios ocidentais usavam para "fantasma", e nzambi, a palavra congolesa que significa "o espírito de uma pessoa morta".

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Por que sentimos medo?

Instinto


uma cascavel
Se não tivéssemos medo, não teríamos nenhum receio de carros em alta velocidade, de animais venenosos e de doenças contagiosas. Tanto nos seres humanos como nos animais, o medo tem por objetivo promover a sobrevivência. Com o decorrer do tempo, as pessoas que sentiram medo, tiveram mais pressão evolutiva favorável. 

Durante a polêmica que existia no século XIX a respeito da evolução, a "face do medo" (a expressão de olhos arregalados e boca aberta que costuma acompanhar o medo extremo) se tornou motivo de discussão. Por que as pessoas fazem essa expressão quando estão aterrorizadas? 

Alguns diziam que Deus deu a todas as pessoas uma maneira para que outras soubessem que estavam com medo caso não falassem a mesma língua. Charles Darwin, por outro lado, disse que isso era o resultado de um enrijecimento instintivo dos músculos disparado por uma resposta desenvolvida para o medo e, para provar isso, foi à seção de répteis do zoológico de Londres. Tentando permanecer totalmente calmo, aproximou-se o máximo possível do vidro enquanto uma víbora disparava em sua direção do outro lado. Em todas as tentativas, ele fez aquela cara e pulou para trás. Em seu diário, ele escreveu: "minha força de vontade e razão estavam impotentes contra a imaginação de um perigo pelo qual jamais havia passado". A conclusão a que chegou foi a de que toda a reação ao medo é um instinto antigo intocado pelas nuanças da civilização moderna [ref - em inglês]. 

A maioria de nós não precisa mais lutar (ou correr) por nossas vidas na selva, mas o medo está longe de ser desaparecer, pois continua servindo ao mesmo propósito que servia na época em que se encontrava com um leão enquanto se trazia água do rio. A diferença é que agora carregamos carteiras e andamos pelas ruas da cidade. A decisão de usar ou não aquele atalho deserto à meia-noite é baseada em um medo racional que promove a sobrevivência. Na verdade, o que mudou foram só os estímulos, já que corremos o mesmo risco que corríamos há centenas de anos e nosso medo ainda serve para nos proteger da mesma forma que nos protegia antes. 
 
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