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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Semana dos Zumbis "Filmes"

Semana dos Zumbis "Ataque"

Semana dos Zumbis "O Mito"

O mito dos zumbis foi desvendado pela ciência, com pesquisa coordenada pela CIA. Atrás desses supostos mortos-vivos, estão as maquiavélicas artes de feiticeiros vodoo também conhecidos por BOKO, que se servem de poderosas drogas-narcóticos, a tetradotoxina, uma substância que se obtem de um peixe marinho conhecido aqui no Brasil como Baiacú. "Não citarei aqui o processo de extração da toxina por considerar perigoso". 

A toxina provoca um estado de catalepsia que é a suspensão de sensibilidade e movimentos nas suas vítimas, de tal forma que parecem mortos,e como tal,são enterrados. Mais tarde, voltam a ficar conscientes, mas imóveis. 

É nesse momento quando o malfeitor retorna ao túmulo e desenterra a vítima submetendo-o ao um processo de reanimação que quando bem conduzido traz de volta o moribundo, no entanto, esse fica sendo portador de graves lesões cerebrais principalmente por causa do déficit de oxigênio no cérebro. Com frequência essa prática resultava na morte da vítima por causa de doses mal administradas. Essa prática era comum até meados da década de 1990 pelo seguidores do Vodoo no Haiti.

Para que alguém fosse vítima de um feiticeiro de vodoo bastava que se tornasse inimigo do mesmo, ou de algum amigo ou parente.
Em cima a foto de Antoine Veus, o coveiro que fechou com pregos o caixão do zumbi. Mas ele não sabe dizer quem são os parentes da vítima, embora tendo-o reconhecido. 
A foto do haitiano que foi zumbi por 18 anos, mas que foi libertado porque seu mestre morreu. Seu nome é desconhecido, ele também não sabe dizer a que família pertence, bem como ninguém reclamou algum grau de parentesco com ele.


Uma vez que se sobreviva à ação da tetradotoxina após 24 horas, o indivíduo fica desprovido de vontades, tornando-se uma criatura que atende a todas as ordens que lhe forem dadas, sem questinamentos, transformando-se dessa maneira em um serviçal que executa principalmente os trabalhos pesados para seu senhor. O códico penal do Haiti tem penas especificas quanto a essas práticas.
Abaixo, foto de uma mulher zumbi, tirada em 1931.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Semana dos Zumbis "Top 10"

Semana dos Zumbis "Pergunta do Leitor"

Pergunta do nosso leitor @: o que acontece se um zumbi ficar sem comer carne humana? ele "morre" de fome? 

Segue explicações abaixo:

Alguns devem se perguntar sobre isso, se não tem alimento, para todos, como existe tantos? Como vivem sem comer? Algumas opiniões começaram a aparecer pela internet.
Provavelmente Porque já estão mortos! O metabolismo deles Também deve ter sido alterado! Devem sentir apenas a necessidade basica de se alimentar!” – Bruna

Zumbis só guardam uma informação no cérebro ‘SE ALIMENTAR’
eles comem mas não precisam, ate pq seu sistema digestivo não funciona e eles não transformam alimento em glicose ou algo do tipo para sustentarem e manterem a energia do corpo.
” – Guilherme basiio
Acho que eles não morrem de fome, mas vão decompondo-se, até chegar uma hora em que não vão ter mais músculos e nenhum órgão/sistema, ai eles não vão conseguir parar em pé e vão cair ‘mortos’.” – Rodrigo


 No Filme Extreminio temos uma idéia como os Zumbis "morrem" de Inanição*   o que seria mais provável...

Semana dos Zumbis "Wade Davis"



Semana dos Zumbis "Kit"

Semana dos Zumbis "Autodefesa"

Autodefesa contra zumbis

Zumbis livres
A versão original (1968) de "A noite dos mortos-vivos" agora é de domínio público. Você pode assistir esse e outros filmes clássicos gratuitamente na seção Moving Images do Internet Archive (em inglês).
Seja retratando zumbis tradicionais e lentos ou uma geração mais nova e esperta deles, a maioria dos filmes e jogos concorda sobre como sobreviver a um ataque de zumbis:
  1. não entre em pânico;
  2. fuja dos zumbis. Na maioria das vezes, você se move mais rapidamente do que eles;
  3. junte comida, água, um rádio de emergência, lanternas e armas e fique num local seguro;
  4. se for possível, fuja para um shopping, loja de departamento ou outros lugares onde você terá fácil acesso a comida e suprimentos;
  5. fique longe de áreas muito populosas, onde a infestação é mais provável;
  6. coloque obstáculos em todas as entradas e fique em seu lugar a qualquer custo;
  7. não fique cercado ou enfiado num canto ou outro espaço fechado;
  8. lembre-se de que qualquer pessoa que for mordida ou morta por um zumbi se tornará uma ameaça para você;
  9. espere pacientemente por ajuda e faça preparativos de longo prazo para poder sobreviver.



Uma dica importante para sobreviver a um ataque zumbi em "A noite dos mortos-vivos": evite ficar cercado
Além disso, não caia nos erros comuns como:
  • abrigar-se em um carro cujas chaves não estão com você;
  • deixar lâminas, bastões ou outras armas à vista;
  • ensinar os zumbis a usarem armas de fogo;
  • dar sua única arma para alguém que está histérico;
  • fugir para um porão ou sótão sem levar suprimentos com você;
  • entrar no elevador em um prédio cheio de zumbis;
  • deixar sentimentos e argumentos pessoais impedirem sua sobrevivência.


Sobrevivência a ataques zumbis, ontem e hoje: a casa
da fazenda e o balcão do bar não são exatamente o melhor dos esconderijos
 


Miooooolos
Filmes como "A volta dos mortos-vivos" popularizaram a idéia de que os zumbis comem os cérebros (em inglês) das pessoas. Isso tem pouco sentido lógico, uma vez que o cérebro é relativamente pequeno e mais protegido do que qualquer outro órgão do corpo humano. De qualquer forma, algumas fontes explicam que os zumbis só comem os cérebros dos vivos quando seus mestres mandam.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Semana dos Zumbis "A Verdade"

Semana dos Zumbis "Papel de Parede"

Um Papel de Parede "especial"

Semana dos Zumbis "Cultura Popular"

Zumbis na cultura popular

zumbi
Alexandre Fukuda © 2008 Comotudofunciona

Embora os zumbis apareçam em filmes de 1919 [ref (em inglês)], muitas pessoas consideram George A. Romero (em inglês) como o diretor que estabeleceu o padrão moderno da maneira como os zumbis são retratados. No clássico "A noite dos mortos-vivos", Romero retratou zumbis como cadáveres que se movem lentamente e comem carne humana, reanimados pela radiação de um satélite retornando de Vênus. A radiação afetou todos os mortos recentes e ainda não enterrados. Esses zumbis continuavam resistentes a ataques até que alguém destruísse seus cérebros ou separasse a cabeça do resto de seus corpos. Em "A noite dos mortos-vivos", os zumbis não eram inteligentes nem autoconscientes. 

Eles manipulavam ferramentas com dificuldade, geralmente limitando-se a usar qualquer objeto como porrete. Em um trabalho mais recente de Romero, os zumbis ganharam alguma capacidade de pensar e, aparentemente, tinham até uma leve consciência de que eram zumbis, mas continuavam se movendo lentamente e eram bastante burros. 

Muitos filmes e vídeo games usaram os conceitos de Romero sobre os zumbis. Para a maioria deles, os zumbis são:
  • cadáveres recentes reanimados por radiação, substâncias químicas, vírus, feitiçaria ou pelas mãos de Deus;
  • humanos, embora algumas descrições incluam animais zumbis;
  • muito fortes, porém não muito rápidos ou ágeis;
  • resistentes à dor, conseguem se reerguer depois de terem sofrido sérios danos físicos;
  • resistentes a ferimentos, exceto à decapitação ou destruição do cérebro;
  • induzidos a matar cruelmente e depois comer;
  • têm medo do fogo e de luzes brilhantes.


Muitos filmes seguem o exemplo de "A noite dos mortos-vivos" e retratam os zumbis como bem mais perigosos quando estão em grandes grupos

Em alguns casos, era contagioso, e as pessoas mordidas por zumbis se tornavam zumbis também. Em outros, as pessoas morriam pela mordida e eram reanimadas pela mesma força que havia criado os outros zumbis. Geralmente, essa disseminação contínua dos zumbis fazia deles verdadeiras pragas, ultrapassando o número de humanos vivos. 

Alguns filmes mais recentes sobre zumbis, como "Shaun of the Dead", aderem às convenções de Romero e fazem referências freqüentes a seu trabalho; ao passo que outros retratam zumbis mais rápidos e inteligentes. Filmes como "28 Days Later" ("Extermínio") mantêm a estrutura básica de um filme de zumbis, mas não retratam zumbis reais (em "Extermínio", as pessoas são infectadas por um vírus que faz efeito em segundos - elas não morrem realmente a não ser por fome). Alguns filmes e jogos recentes jogam todas essas convenções no lixo e mostram zumbis que se movem rapidamente e que podem pensar, para desgosto dos puristas. 



Zumbi ou não?

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Semana dos Zumbis "Treinamento"



Começe a treinar antes do Fim-do-mundo...

Semana dos Zumbis "Cauntion"

Placas Indicando Ataque de Zumbis!!!

Semana dos Zumbis "Controvérsia"

A controvérsia sobre os zumbis

Ele está meio morto
Segundo as teorias de Davis, uma pessoa envenenada pelo pó de zumbi haitiano pode recuperar a consciência no caixão ou logo depois de ter sido retirada de lá. Mas ele conta que os sacerdotes tem uma rede de segurança, caso o procedimento não funcione. A intervenção divina pode impedir que um zumbi seja reanimado, assim como a administração de uma overdosagem do pó, que o mataria completamente.
À primeira vista, a pesquisa de Davis parece promissora. A tetrodotoxina definitivamente causa paralisia e morte, e os pesquisadores documentaram casos nos quais pessoas tinham acabado de se recuperar de um envenenamento quase fatal por tetrodotoxina. Algumas das amostras que David trouxe para os Estados Unidos também produziram resultados dramáticos quando aplicadas diretamente sobre a pele de ratos e de um macaco reso. Eles ficaram letárgicos e depois imóveis, mas acabaram se recuperando completamente. 

Outros pesquisadores questionaram a legitimidade da pesquisa de Davis e os reais componentes das amostras que ele trouxe do Haiti. Os cientistas:
  • questionaram a ética de Davis, uma vez que ele assistiu à profanação de túmulos quando estava reunindo os ingredientes do pó;
  • questionaram se as experiências iniciais com o pó eram científicas ou controladas e se outras substâncias teriam sido adicionadas ao pó que estava sendo testado;
  • alegaram que as amostras do pó tinham pouca ou nenhuma tetrodotoxina. Davis reagiu dizendo que o fato de colocar o pó numa solução para fazer os testes poderia ter destruído os ingredientes ativos;
  • revelaram que Davis repetiu suas aplicações locais do pó usando ratos e que não houve efeitos;
  • estudaram vários supostos zumbis e descobriram casos claros de doença mental e falsa identidade.
Muitas pessoas vêem o trabalho de Davis como a única explicação possível para o fenômeno dos zumbis haitianos, ao passo que outras o consideram como algo não científico ou até mesmo fraudulento. Reportagens extensas sobre essa controvérsia apareceram em jornais americanos como o "Science" (edição de 15 de abril de 1988) e o "The Lancet" (edição de 11 de outubro de 1997).


Uma criança zumbi solitária (porém letal)
 na versão original do filme "A noite dos mortos-vivos"
Os zumbis haitianos serviram de inspiração para filmes, livros e vídeo games. A seguir, veremos como os zumbis são retratados na cultura popular.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Semana dos Zumbis "Ataque na Ucrãnia"

Semana dos Zumbis "Humano vs. Zumbis"

Semana dos Zumbis "O pó"

O pó dos zumbis haitianos

O sal e os zumbis
Segundo o folclore haitiano, um zumbi se cura ao ingerir sal. O que costuma acontecer então é que ele ataca o sacerdote que o criou ou volta para o local onde foi enterrado e morre. Ironicamente, a tetrodotoxina funciona bloqueando os canais de sódio nos músculos e células nervosas. Não se conhece a cura para o envenenamento por tetrodotoxina e é improvável que a quantidade de sódio em um punhado de sal tenha qualquer efeito fisiológico sobre uma pessoa envenenada.
Davis viajou para o Haiti a pedido do Dr. Nathan S. Kline, que criou a teoria de que uma droga tinha sido a responsável pelas experiências de Narcisse como zumbi. Uma vez que tal droga poderia ser usada medicinalmente, particularmente no campo da anestesiologia, Kline esperava reunir amostras, analisá-las e determinar como elas funcionavam.
Davis observou que os haitianos que acreditavam em zumbis também acreditavam que eles eram criados pela feitiçaria de um sacerdote (e não por um veneno ou uma droga). Segundo a sabedoria local, o sacerdote pega o ti bon ange da vítima, ou seja, a sua alma, para criar o zumbi, mas durante sua pesquisa Davis descobriu que o sacerdote usava pós elaborados, feitos de plantas secas e animais em seus rituais. 

Davis reuniu oito amostras desse pó de zumbi em quatro regiões do Haiti. Seus ingredientes não eram idênticos, mas sete das oito amostras tinham quatro ingredientes em comum:


Foto cedida peo MBL Marine Biology Laboratory
O baiacu, um ingrediente do pó de zumbi
  • uma ou mais espécies de baiacu, que normalmente contém uma neurotoxina mortal chamada tetrodotoxina;
  • uma espécie de sapo boi (Bufo marinus) haitiano, que produz inúmeras substâncias tóxicas;
  • um sapo de hyla (Osteopilus dominicensis), que produz uma substância irritante, porém não mortal;
  • restos humanos.
Além disso, os pós tinham outros ingredientes de plantas e animais, como lagartixas e aranhas, que poderiam irritar a pele. Alguns deles tinham até vidro triturado. 
O uso do peixe-bola intrigou Davis. A tetrodotoxina provoca paralisia e morte, e as vítimas de envenenamento por tetrodotoxina normalmente ficam conscientes até poucos instantes antes de morrer. A paralisia os impede de reagir a estímulos, bem parecido com o que Clairvius Narcisse descreveu sobre sua própria morte. Os médicos também documentaram casos nos quais as pessoas ingeriram tetrodotoxina e aparentavam estar mortas, mas se recuperaram completamente.


Foto cedida USGS
Bufo marinus, um ingrediente do pó de zumbi

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Semana dos Zumbis "The Walking Dead"

Segunda Tempora estréia em setembro...

Semana dos Zumbis "Zumbis Haitianos"

Zumbis haitianos


Zora Neale Hurston é uma entre os vários etnógrafos que documentaram as tradições e crenças do vodu haitiano
Os zumbis são personagens comuns no folclore haitiano. Pesquisadores que estudam a cultura haitiana relacionaram inúmeras histórias de corpos que voltaram à vida graças aos sacerdotes ou feiticeiros de vodu. Os zumbis são escravos descerebrados. Eles não têm autoconsciência e não chegam a representar perigo, a não ser que comam sal, o que restaura seus sentidos. Essas histórias são muito difundidas e parecidas com as lendas urbanas: elas mexem com os medos mais profundos dos ouvintes e parecem reais, apesar de improváveis. 

Mesmo depois de documentar várias histórias e boatos, os pesquisadores encontraram poucas evidências sólidas que explicassem ou provassem o fenômeno. Em geral, os supostos zumbis receberam nenhum ou poucos cuidados médicos antes de morrerem. Os pesquisadores também tiveram problemas em lidar identidades trocadas e fraudes.
Em 1980, um homem apareceu numa vila rural do Haiti dizendo ser Clairvius Narcisse, que havia morrido no Hospital Albert Schweitzer, de Deschapelles, Haiti, em 2 de maio de 1962. Ele se dizia consciente mas paralisado durante sua suposta morte: ele até teria visto o médico cobrir seu rosto com um lençol. Narcisse disse ter sido ressuscitado e transformado em zumbi por um sacerdote



Vodu
O vodu é uma religião haitiana, com raízes nas tradições africanas. Também chamada de voodoovoudou, vodun ou voudoun, tem pouca semelhança com a maneira como ela é vulgarmente retratada pelos filmes.

Uma vez que o hospital documentou sua doença e morte, os cientistas o viram como uma possível prova dos zumbis haitianos. Narcisse respondeu perguntas sobre sua família e infância que nem um amigo íntimo saberia responder. No final das contas, sua família e muitos observadores externos concordaram que ele era um zumbi que havia ressuscitado. 



O Dr. Wade Davis organizou seus estudos sobre os zumbis haitianos nas crônicas
"The Serpent and the Rainbow" e "The Passage of Darkness"
 

Narcisse foi o incentivo para o Projeto Zumbi: um estudo sobre as origens dos zumbis feito no Haiti entre 1982 e 1984. Durante essa época, o etnobotânico e antropólogo Wade Davis viajou pelo Haiti na esperança de descobrir o que dá origem aos zumbis haitianos.
A seguir, veremos o que Davis descobriu. 

Os zumbis e a lei haitiana
Uma lei que condena a criação de zumbis entrou em vigor no Haiti em 1835 [ref (em francês)]. O artigo 246 do Código Penal Haitiano (em francês) classifica o uso em alguém de uma substância que gera um período prolongado de letargia sem causar a morte como tentativa de assassinato. Se a substância causar aparência de morte e resultar no enterro da vítima, o ato é classificado como assassinato.

Semana dos Zumbis "Esclarecimento"

Todo mundo já ouviu falar em vodu, palavra que se tornou sinônimo de magia negra e bruxaria da pesada praticamente no mundo todo. Trata-se, na verdade, de um culto religioso praticado nas ilhas caribenhas chamadas Antilhas, principalmente o Haiti, baseado em rituais de possessão e com origem africana - obviamente, parente do candomblé brasileiro e da santería cubana. Para os adeptos do vodu, o zumbi seria como um morto-vivo, fabricado por feiticeiros ressuscitando um cadáver, para transformá-lo em um trabalhador braçal sem vontade própria - mais que um escravo, um autômato de carne. As figuras de zumbis tornaram-se parte do imaginário popular ao inspirarem dezenas de filmes de terror, como o clássico White Zombie, de 1932. Porém, o assunto foi estudado a sério por pelo menos um cientista, o antropólogo e etnobotânico canadense Wade Davis. No início da década de 80, ele passou uma temporada no Haiti, descrita em dois livros:

A Serpente e o Arco-Íris (1986), adaptado para o cinema por Wes Craven (famoso pela série A Hora do Pesadelo), e Passage of Darkness (1988, inédito no Brasil). Davis investigava a hipótese de os zumbis serem pessoas colocadas em estado de transe e catalepsia por meio de um veneno. Sua conclusão foi de que os sacerdotes usavam um pó à base de uma neurotoxina (substância danosa ao sistema nervoso) encontrada em peixes como o baiacu. A narrativa teve impacto imediato na comunidade científica, mas logo foi rejeitada pela maioria - especialmente por um químico japonês especialista em tetrodotoxina, a tal substância. Outros testes foram realizados na amostra do pó comprado de um sacerdote vodu pelo estudioso canadense, mas não se chegou a nenhum resultado definitivo.

A palavra "zumbi" é igualmente cercada de mistério, mas sua origem pode estar nos termos nzambi ou nzumbi, que, em alguns idiomas do oeste africano, significam "divindade" ou "espírito ancestral" - possivelmente a mesma raiz do nome do nosso Zumbi, líder dos escravos rebeldes do célebre Quilombo de Palmares, no Brasil Colonial do século XVII.
 
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